Criciúma/Tubarão/Araranguá
Após a deflagração nesta quinta-feira (27), onde a Operação Talentos realizou a prisão de membros ligados à ONG Multiplicando Talentos, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) realizou na manhã desta sexta-feira (28), uma coletiva dando mais detalhes sobre a operação que investiga desvio de recursos públicos na administração das Casas de Atendimento Socioeducativo Provisório (Casep) de Criciúma e de Tubarão e nas Casas de Semiliberdade de Araranguá e Criciúma, geridas pela organização.
Foi feito a investigação de funcionários próximos aos presidente que atuavam no local. Houve também a quebra do sigilo bancário do presidente, onde envolve a empresa particular do presidente da ONG, da própria Multiplicando Talentos, conta de convênios e de alguns fornecedores que prestavam serviços frequentemente, onde se identificou números suspeitos. Os números começaram a ser analisados a partir de 2011.
Houve também o sequestro dos bens do presidente, onde envolve contas bancárias, imóveis e veículos, variando em um valor de aproximadamente R$ 700 mil. O Gaeco ainda segue ouvindo testemunhas. Na quinta-feira, foram ouvidas 14 pessoas e os trabalhos continuam durante esta sexta-feira.
Ao todo, seis pessoas continuam em prisão temporária, onde poderão ficar até dez dias. Sobre os documentos levados da sede da instituição, eles continuam em posse do Gaeco e continuarão sendo analisados. Por ora, os serviços prestados, tanto na Multiplicando Talentos, quanto nas instituições geridas pela organização, continuam acontecendo.
Fonte: DN Sul

